Falar de música sempre é uma delícia. Música que inspira, que relaxa. Que vibra em energia e nos envolve. Que é capaz de mudar os sentimentos daquele momento e de resgatar lembranças de um passado, seja ele recente ou longínquo.
A música é parte importante da minha vida. Como sei muito pouco, vivo em busca de coisas que me agradem, que tenham a ver comigo, por isso me acho eclética. Quem gosta de Amália Rodrigues a Queen, de U2 a Legião, de Loreena Mackennitt a Tim Maia e Elvis, e muitos outros, numa mistura "infernal", sabe do que eu estou falando.
Nesta semana, depois do nosso encontro mensal aqui em casa, que desde recentemente abriga um pequeno hospital espiritual (que os Mentores nos pediram para nomear e que será daqui por diante conhecido como Casa das Rosas), que tenho sentido uma certa necessidade de ouvir um pouco de música celta, de ter na mente as imagens dessa cultura tão mágica e espiritualizada. Pouco sei da cultura celta, mas sinto minhas raízes nela, por que me fala à alma profundamente.
Assim, a música celta também era parte da eterna celebração da natureza, dos ciclos de vida da terra, da primavera e do outono, da época das colheitas com seus festivais e louvores aos deuses pela abundância...Uma música que evoca sentimentos de se pertencer, que é simples em sua concepção, mas ao mesmo tempo, elaborada musicalmente.
Nesta semana, meu Quintal ressoa ao som de Aoife Ní Fhearraigh (pronuncia-se Eefa Ni Arri) cantora irlandesa, cuja voz me encanta. Visite o site oficial dela, clicando no nome.
Aoife
Também da Irlanda vem o grupo Altan, considerado por muitos o mais importante grupo musical da última década na Irlanda. A música aqui é The Wind and the Rain, na voz de soprano da vocalista Ní Mhaonaigh, cantando em inglês, o que, convenhamos, ajuda muito para quem não manja nada de gaélico (ainda). Uma música que embora alegre, conta o drama de duas irmãs que amam o mesmo homem.
Altan
Na minha lista não poderia faltar Loreena, que embora seja canadense, representa como ninguém o espírito celta, e já falei dela aqui no Quintal muitas vezes. Uma das maiores qualidades da Loreena, a meu ver, foi ter conseguido misturar a música tradicional com a modernidade, transformando acordes antigos em sons que são mundialmente apreciados. A música, Never Ending Road, é linda, tanto na letra como na melodia. Falei dessa música aqui, onde você pode ver o vídeo, ler a letra original e a tradução também.
Loreena
Uma das coisas mais legais da Loreena é o respeito que ela tem pelo seu público. Por isso o site oficial dela, o Quinlan Road, oferece conteúdo em português. E nós rezamos para que um dia ela venha ao Brasil. O pessoal da Quinlan diz que a Loreena tem a maior vontade. Vamos esperar...
Na minha lista ainda tem Clannad, talvez uma das mais conhecidas bandas modernas de música irlandesa no mundo todo, por sua longevidade já mostrou a que veio. Famosa a sobrinha desses caras e também uma artista de tirar o chapéu e que eu adoro, que é a Enya.
A música In a Lifetime conta com a participação do Bono.
Clannad
O grupo Lunasa é mais jovem, começou em 97, mas igualmente maravilhoso. Recentemente a banda está com um projeto de levar a música a várias partes do país, visitando escolas, hospitais e centros comunitários, promovendo pequenos concertos.
Lunasa
Por último, Gwendal, que não é irlandês, mas tem um som incrível. Os meninos são franceses, e estão na estrada desde 72, misturando música celta com jazz e rock. Vale a pena conhecer.
Gwendal
Espero que gostem e apreciem. Música boa cabe em qualquer lugar e a qualquer hora.
































