Jan/1776, Jun/1822Escritor, músico, desenhista, pintor – além de haver estudado Direito e ter dirigido o teatro de Bamberg. Todas essas atividades exercidas intensamente, e num curto período de vida: 46 anos. Foi a música a maior paixão de Hoffmann, para quem “a música abre ao mundo um império desconhecido, que não tem nada a ver com o mundo sensível que nos rodeia”.
Interessante do ponto de vista da literatura, sobretudo para alguém tão ignorante neste área como eu, mas principalmente por ter influenciado meu escritor favorito, Machado de Assis.
Escreveu inúmeros contos cujos personagens eram músicos, compositores ou amantes da música. Fez do conto, inclusive, não apenas um lugar de exaltação, mas também de crítica, sobretudo à música berlinense.
Criado por um tio e destinado à magistratura, demonstrou desde cedo seus dons para as artes. Depois de ter estudado em Königsberg, em 1798 foi para Berlim trabalhar na corte de apelações. Nomeado assessor em Posen em 1800, prosseguiu sua carreira em Plock, Varsóvia. Devido às vitórias napoleônicas que levaram ao desaparecimento da administração prussiana na Polônia, Hoffmann retornou para Berlim em 1807. No ano seguinte, liberado de suas funções de magistrado, instalou-se em Bamberg. Desde então, dedicou-se interamente à literatura e às artes. Pintura, crítica, dramaturgia além de trabalhos como direção teatral, diretor de orquestra, decoração e cenarista estavam entre suas atividades artísticas.
Em 1813 foi para Dresden e depois para Leipzig, fixando-se então em Berlim, onde entrou em contato com o grupo romantico. A necessidade de dinheiro fez com que Hoffmann retornasse a exercer a magistratura. Em 1816 foi nomeado conselheiro da corte de apelações de Berlim, mas continuou dedicando todo seu tempo livre às atividades artísticas, literatura sobretudo.
No Romantismo alemão, Hoffmann foi um mestre, o mágico virtuoso da literatura fantástica. Entre suas obras mais conhecidas estão:
- Fantasias à maneira de Callot (1814/15);
- O vaso de ouro (1812);
- O elixir do diabo (1816);
- Noturnos (1817) inclui O Homem de Areia;
- Contos dos irmãos Serapion (1819/21);
- Princesa Bambilla (1821).
Compositor, autor de música de câmara e outras, Hoffmann foi também um crítico musical perspicaz e um dos primeiros a proclamar a genialidade de Beethoven. O nome Amadeus, aliás, foi deliberadamente incorporado por Hoffmann devido sua grande admiração por Mozart.
A Rádio Cultura FM de São Paulo, sempre procurando unir literatura, música e história, apresenta no próximo domingo, depois do programa do Maestro João Galindo (as onze da manhã), um programa com alguns trechos dos Contos de Hoffman, numa versão de Jacques Offenbach.
Imperdível para quem aprecia essa união fantástica de livros e música de qualidade. O programa promete apresentar também a famosa barcarola Belle nuit, ô nuit d'amour!
O Romantismo na França
2009: o ano da França no Brasil
Domingo, 03 de maio de 2009, 11h00
Apresentação: Maurício Monteiro
Ouça aqui com a brasileira Carla Maffioletti






